quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Uma porta e uma janela



Quem me dera
Ter uma porta e uma janela
Totalmente à minha disposição
Longe dos barulhos do mundo
E dos murmúrios moribundos
Que vivem a rodear o meu apartamento
Feito assombração

Quem me dera
Ver da janela apenas o horizonte
Com cores verdes predominantes
E os únicos alto falantes
Fossem os pássaros a festejar o amor
Regendo
O sabor da vida no interior

Quem me dera
Ver a porta sempre aberta
Ter o que importa na medida certa
E esquecer o relógio
Antes de correr
Pela pressa que não é minha
Não é tua e nem de ninguém

Quem me dera
Que a vida não passe tão depressa
E que todos
Possam encontrar o equilíbrio
Na balança que regula
As cadeias do sistema
No planeta terra

Ah, quem me dera!

2 comentários:

  1. Daniel,
    As portas e as janelas abrem aqui o singelo desejo de calma e pureza.
    Perfeito!

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